Fernão Capelo Gaivota, um voo atemporal

Uma recomendação que pode te marcar por décadas: ouça abaixo a música “Be”, trilha sonora do filme Fernão Capelo Gaivota de Neil Diamond.

As obras atemporais são capazes de transformar quem as lê, modificando pensamentos, emoções e consequentemente a realidade por completo. Isso aconteceu comigo, e sem dúvida também pode acontecer com você leitor da Data Paradise.

Em um primeiro momento, é importante ressaltar uma característica de seu autor Richard Bach: antigo piloto de caça da Força Aérea americana. Este fato facilita a compreensão do motivo de suas obras literárias terem como a temática principal os voos, sejam eles literais ou metafóricos.

O livro “Fernão Capelo Gaivota” foi publicado em 1970 e completa este ano 56 anos, deixando rastros positivos em diferentes gerações. A escolha dessa obra em especial, diz respeito a sua relevância mundial, contribuindo para o crescimento e desenvolvimento de crianças, jovens e adultos em diferentes áreas: pessoal, acadêmica, profissional e social.

De forma breve (porque você precisa ler, é sério), a história relata a jornada de Fernão. Ele, uma gaivota, pertencia inicialmente a um bando na qual ele repugnava a forma de pensar, agir e sobreviver ao dia a dia. Fernão desaprovava a forma como seus irmãos, amigos e familiares eram incapazes de enxergar além. É claro que, não de uma forma desrespeitosa, mas de uma maneira incisiva e um tanto quanto libertária demais para seus antepassados.

Fernão era apaixonado pela vida em seu máximo, tinha o sonho de viver e não apenas sobreviver à rotina de usar o seu voo apenas para conseguir alimentos. Ele queria e sabia que podia muito mais. A história é recheada de diálogos profundos, uma personalidade de liderança impecável de Fernão, e muitos desafios enfrentados por ele até alcançar o seu propósito de vida.

O enredo construído por Richard é tão minucioso e detalhista, que a partir do momento em que Fernão alcança o que deseja, o leitor vive a emoção junto com o protagonista. É uma experiência emocionante e que se lida em grupo de leituras (como foi o meu caso), é capaz de instigar um profundo autoconhecimento.

Muitos profissionais recomendam a leitura, por se tratar de um romance que dá luz à diferentes percepções da vida, do sentido que damos a ela. E também, em alguns casos, o livro é relacionado à famosa alegoria da caverna de Platão. Pois, Fernão se transforma em um instrutor de novas gaivotas dispostas a expandir suas realidades.

É uma leitura breve, profunda, marcante, 100% clássica.
Perfeita para quem busca com coragem o interno para atravessar o externo.

De olho nos dados

Permaneceu por 2 anos (1972 e 1973) na lista dos mais vendidos da revista The New York Times após a sua publicação, período em que foram vendidos mais de 2,1 milhões de exemplares.

O filme baseado no livro foi uma das indicações do Oscar de 1973 nas categorias Melhor Fotografia e Melhor Montagem e ganhou o Globo de Ouro em 1974 como Melhor Trilha Sonora Original.

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