Copa do Mundo de 2026

A Copa do Mundo acabou e os números contam uma história diferente da assistida.

Por exemplo: a Holanda, eliminada nas quartas de final, converteu mais gols acima do esperado do que qualquer outra seleção. O goleiro mais decisivo da competição não joga por nenhuma potência. E o Brasil, mesmo sem um artilheiro isolado no topo, colocou o Matheus Cunha entre os 10 jogadores que mais superaram as expectativas de gol.

Analisamos os dados oficiais da Fifa, por seleção e por jogador, para responder às perguntas que todo torcedor faz, mas que os números respondem melhor:

Quem realmente dominou, quem teve mais eficiência do que sorte, e quem foi decisivo longe dos holofotes.

Destacamos os finalistas, Espanha e Argentina + Brasil, para facilitar a leitura dos gráficos.

Seleções

Quem fez mais gols?

Em 1º lugar tivemos empatadas a França e a Inglaterra com 20, e em 3º a Argentina com 19. O Brasil ficou em 10º junto de Marrocos, México, Senegal e Suíça, com 10.

Analisando dados da Fifa, em 1º lugar tivemos empatadas a França e a Inglaterra com 20, e em 3º a Argentina com 19. O Brasil ficou em 10º junto de Marrocos, México, Senegal e Suíça, com 10

Quem foi mais dominante?

Subtraindo gols de gols sofridos.

Em 1º lugar tivemos a Espanha com 13 de saldo de gols, sofrendo apenas 1 gol na competição inteira, em 2º a Argentina com 11, e em 3º a França com 10. O Brasil ficou em 7º junto de Alemanha e Holanda, com 6.

Analisando dados da Fifa, em 1º lugar tivemos a Espanha com 13 de saldo de gols, sofrendo apenas 1 gol na competição inteira, em 2º a Argentina com 11, e em 3º a França com 10. O Brasil ficou em 7º junto de Alemanha e Holanda, com 6

Quem teve o ataque mais impactante?

Dividindo o total de gols pela quantidade de jogos.

Em 1º lugar tivemos empatadas a Alemanha e a Holanda, com 2,75 gols por jogo, e em 3º a França, a Inglaterra e o Senegal, com 2,5. O Brasil ficou em 10º junto de Japão e México, com 2.

Analisando dados da Fifa, em 1º lugar tivemos empatadas a Alemanha e a Holanda, com 2,75 gols por jogo, e em 3º a França, a Inglaterra e o Senegal, com 2,5. O Brasil ficou em 10º junto de Japão e México, com 2

Quem teve a defesa mais sólida?

Dividindo o total de gols sofridos pela quantidade de jogos.

A Espanha ficou em 1º lugar com 0,13 gol sofrido por partida, em 2º a Colômbia com 0,2, e em 3º México e Portugal com 0,6. O Brasil ficou em 7º com 0,8.

Analisando dados da Fifa, a Espanha ficou em 1º lugar com 0,13 gol sofrido por partida, em 2º a Colômbia com 0,2, e em 3º México e Portugal com 0,6. O Brasil ficou em 7º com 0,8

Quem desempenhou mais (ou menos) do que deveria?

Subtraindo gols de gols esperados.

A Fifa possui um sistema interno que calcula os gols esperados. Ela não divulga a fórmula exata do seu modelo, mas explica que é baseada em milhares de finalizações anteriores e considera outros fatores antes do chute.

Imagine que, para um mesmo chute repetido milhares de vezes, ele diria em quantas delas sairia um gol.

Em 1º lugar tivemos a Holanda, com 6 gols acima do esperado, em 2º a Inglaterra, com 4,97, e em 3º o Japão, com 4,83. O Brasil ficou em 38º, com 0,88 gol abaixo do esperado.

Analisando dados da Fifa, em 1º lugar tivemos a Holanda, com 6 gols acima do esperado, em 2º a Inglaterra, com 4,97, e em 3º o Japão, com 4,83. O Brasil ficou em 38º, com 0,88 gol abaixo do esperado

Jogadores

Aqui estamos utilizando um filtro de pelo menos 90 minutos jogados (uma partida “completa”), para que alguém que jogue apenas 5 minutos e faça um gol não distorça os valores.

Quais foram os artilheiros?

Em 1º tivemos o francês Mbappé, com 10 gols, em 2º o argentino Messi, com 8, e em 3º o inglês Bellingham e o norueguês Haaland, ambos com 7. Do Brasil, Vini Jr. foi o melhor, com 4 gols, empatado com o mexicano Quiñones e o senegalês Sarr.

Analisando dados da Fifa, em 1º tivemos o francês Mbappé, com 10 gols, em 2º o argentino Messi, com 8, e em 3º o inglês Bellingham e o norueguês Haaland, ambos com 7. Do Brasil, Vini Jr. foi o melhor, com 4 gols, empatado com o mexicano Quiñones e o senegalês Sarr

Quem rendeu mais?

Somando gols e assistências e dividindo pelos minutos jogados * 90.

Tivemos em 1º o alemão Undav, com 2,59 de contribuição de gols e assistências a cada 90 minutos, em 2º o suíço Manzambi, com 2,05, e em 3º o senegalês Ndiaye, com 2,01. Do Brasil, Vini Jr. foi o melhor, com 0,89 contribuições por partida, estando em 35º lugar.

Analisando dados da Fifa, tivemos em 1º o alemão Undav, com 2,59 de contribuição de gols e assistências a cada 90 minutos, em 2º o suíço Manzambi, com 2,05, e em 3º o senegalês Ndiaye, com 2,01. Do Brasil, Vini Jr. foi o melhor, com 0,89 contribuições por partida, estando em 35º lugar

Quem defendeu mais?

Dividindo o total de defesas do goleiro pelos minutos jogados * 90.

Da mesma forma, pegando o total de defesas do goleiro e dividindo pelos minutos jogados, em 1º o curaçaense Room, com 6,3, em 2º o suíço Zetterström, com 5,4, e em 3º o inglês Henderson, com 5,29. Do Brasil, Alisson foi quem mais defendeu, com 2,6 defesas por partida, ficando em 34º lugar.

Analisando dados da Fifa, em 1º o curaçaense Room, com 6,3, em 2º o suíço Zetterström, com 5,4, e em 3º o inglês Henderson, com 5,29. Do Brasil, Alisson foi quem mais defendeu, com 2,6 defesas por partida, ficando em 34º lugar

Quem desempenhou mais (ou menos) do que deveria?

Subtraindo gols de gols esperados e filtrando gols esperados iguais a zero.

Em 1º lugar tivemos o francês Dembélé, com 3,9 gols acima do esperado, em 2º o francês Mbappé, com 3,46, e em 3º o inglês Bellingham, com 3,08 gols. Do Brasil, Matheus Cunha fez 1,79 gol acima do esperado, ficando em 10º lugar.

Analisando dados da Fifa, em 1º lugar tivemos o francês Dembélé, com 3,9 gols acima do esperado, em 2º o francês Mbappé, com 3,46, e em 3º o inglês Bellingham, com 3,08 gols. Do Brasil, Matheus Cunha fez 1,79 gol acima do esperado, ficando em 10º lugar

Notas

A base não vinha com a quantidade de partidas por seleção, e esse valor era muito importante para algumas análises. Por isso, ele foi incluído por nós.

Também foi necessário criar uma chave para os jogadores, concatenando o nome com a seleção que representavam, para garantir o cruzamento de todas as informações na tabela unificada.

Isso foi feito para resolver casos de nomes repetidos, como “Emiliano Martinez”.

Por fim, alguns valores como gols esperados e até a foto exibida estavam nulos ou incorretos na fonte original. Os dados completos estão no nosso dashboard, e a planilha também está disponível para quem quiser fazer outras análises.

Essa foi a nossa Copa. Qual é a sua?

A gente escolheu olhar para gols e desempenho, mas essa base gera mais perguntas do que respostas.

Se você tivesse acesso a esses dados, o que ia querer descobrir primeiro?

Quem sabe não vira o próximo texto da Data Paradise?

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